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A Grécia antiga


Analise atentamente os mapas desta página. O mapa acima apresenta as principais áreas onde viviam os antigos gregos. Observe que no século VII a.c, eles ocupavam uma área muito além da chamada Grécia continental, região que concentrava as principais cidades do mundo grego. A Grécia também se estendia pelas ilhas do Mar Egeu, pela Ásia menor, chamada Grécia asiática, e pelo sul da Península Itálica, conhecida como Magna Grécia.


Observe também as faixas de terra cercadas pelo mar e o grande número de ilhas, sobretudo no Mar Egeu. O território da Grécia continental é marcado pelo relevo acidentado e por poucas terras férteis. As poucas áreas propícias para a agricultura e o litoral entrecortado, com muitos portos naturais, impulsionaram o comércio marítimo e a expansão territorial.


As montanhas e os grandes vales existentes no território constituíam uma barreira natural para a formação de um Estado unificado, como era o Egito antigo. Desse modo, em vez de se organizar como um poder centralizado, a Grécia dividia-se em pequenas unidades político-administrativas. Apesar de independentes politicamente, as cidades-Estado gregas estavam unidas pela língua e por tradições culturais.


Compare agora os dois mapas. Note que a Grécia antiga no século VII a.C., abarcava uma área muito mais extensa do que a atual e dividia-se em três importantes regiões a Grécia Continental, a Grécia insular e a Grécia penínsular.


Ao iniciar um segundo movimento de expansão territorial (650-550 a.C.), os gregos fundaram novas colônias no sul das atuais França e Espanha e no norte da África. As marcas da presença grega nessas regiões permaneceram nas construções, na pintura em vasos de cerâmicas, no alfabeto e no conhecimento científico e filosófico.


A Civilização cretense


Cerca de mil anos antes da formação da sociedade grega, desenvolveu-se na ilha de Creta, ao sul da Grécia continental, a civilização cretense. A atividade econômica mais importante dos cretenses era o comércio marítimo com o Egito e com os povos vizinhos da Ásia Menor.


Por meio do comércio, Creta estabeleceu relações com muitas ilhas do Mar Egeu e também com a Grécia continental. Esse contato estreito deixou suas marcas culturais na civilização que, mais tarde, nasceria nessa área.


Os cretenses elaboraram um tipo de escrita chamada pelos estudiosos de Linear A. Essa escrita ainda não foi totalmente decifrada; por isso, muitos aspectos da cultura cretense causam controvérsias. O que sabemos até agora tem como base o trabalho da arqueologia.


Pesquisas realizadas no sítio arueológico de Cnosso, em Creta, indicam que os cretenses dominavam técnicas avançadas de construção. Foram encontrados palácios luxuosos de cerca de 2000 a.C.que guardavam joias, peças de cerâmica, pinturas e estatuetas de grande valor artístico.


Por volta de 1450 a.C., a sociedade cretense entrou em declínio. É provável que fatores climáticos tenham motivado a migração dos aqueus para a região. Os aqueus impuseram sua economia e sua língua, mas também incorporaram muitos aspectos da cultura cretense.


A civilização micênica


Uma das principais cidade fundadas pelos aqueus foi Micenas, na Península do Peloponeso, por volta do século XV a.C.. Por esse motivo, a civilização formada por eles foi chamada civilização micênica. A escrita micênica é considerada a forma mais antiga da escrita grega.


Os micênicos dominavam a arte da guerra, e empregavam avançadas técnicas de combate. Os soldados usavam armaduras de bronze, lanças, escudos e elmos. Esses guerreiros eram temidos por outros povos da época.


A sociedade micênica era governada por um rei e uma elíte guerreira, que viviam em palácios. Ao redor desses palácios desenvolveram-se espaços urbanos, cercados de muralhas, onde viviam os artesãos. Fora dos limites da muralha, havia aldeias de camponeses. Eles deviam entregar uma parte dos produtos agrícolas ao rei. Também havia escravos, que se dedicavam à produção de tecidos.


Por razões ainda não claramente definidas pelos historiadores, a civilização micênica foi destruída por volta de 1200 a.C..Os palácios foram substituídos por construções mais simples. As aldeias passaram a ser organizadas em genos, pequena comunidade unida pela crença em um antepassado comum, em geral um herói ou mesmo uma divindade. Cada genos era comandado por um rei, que governava auxiliado por uma assembleia de guerreiros.


Nessa mesma época, novos povos indo-europeus chegaram à região.Os jônios e os eólios se estabeleceram na Grécia continental e os dório se fixaram no sul, na Península do Peloponeso e na Ilha de Creta.




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